30 de jan de 2010

Uma Década de Blur

Há exatos 10 anos eu estava em São Paulo curtindo as férias de começo de ano. Fazia um ano que minha família e eu tínhamos nos mudado de SP para Alfenas (MG), e a essa altura já estávamos saindo de Alfenas para vir morar em Vitória da Conquista (BA). Eu tinha acabado de completar a 7ª série, e não estava lá muito feliz com tantas mudanças de cidade/escola...mas quem se importava com a opinião de uma garota de 13 anos?

As mudanças também se estendiam para o campo dos gostos pessoais, ou mais especificamente, do meu gosto musical. Desde 1998, ano em que minha irmã e eu descobrimos a MTV (que super fez a diferença em nossas vidas, na época), a música já desempenhava um papel fundamental em nosso dia-a-dia. Já tínhamos uma inclinação para idolatrar bandas/músicos, sabe-se lá de onde puxamos isso.

Enfim, tanta enrolação é para dizer que naquele mês de janeiro de 2000 eu redescobri a bandinha que viria a fazer parte da minha vida. Eu já tinha ouvido falar em Blur. Afinal, quem nunca tinha escutado "Song 2"? Ou assistido ao clipe do leitinho? E "Girls & Boys"? "Tender"? Sim, era uma banda que eu dizia gostar mesmo conhecendo muito pouco. Sabe como é, né, a vida de uma garota de 12/13 anos sem acesso à internet e sem dinheiro para pagar pelos caríssimos cds importados.

Voltando às minhas férias de 10 anos atrás...eu estava na casa da minha tia Tereza, aproveitando a TV a cabo e passeando pelo 60 canais disponíveis. Então parei no canal 52 (ou seria 51?), chamado The Superstation, e o programa era o The Album Show. Dei de cara com o clipe de "Parklife". Nunca tinha assistido, mas reconheci a banda. Corri para pegar minha fita VHS e gravar os vídeos. Dei sorte, "Parklife" era só o primeiro, depois veio "To The End", "Girls & Boys" e "End of a Century". Foi amor instantâneo! Não dá para explicar o que eu senti assistindo aqueles clipes...só sei que eu não passava um dia sem enfiar aquela fita no vídeo cassete e apertar o play!

A partir de então começou a minha luta em busca dos cds do Blur. Eu já estava morando em Vitória da Conquista, e não existia cd da banda em loja alguma! Sofri com os vendedores respondendo "Blah? Tem cd desse tal Blah aqui não!". Tive que mandar dinheiro para uma amiga de SP comprar o Parklife pra mim (porque comprar por site ainda não existia em minha vida). Aos poucos fui completando a coleção...alguns minha amiga comprou e enviou, outros eu comprei quando viajei para SP. O único que encontrei vendendo em Conquista foi o The Best Of, e até hoje juro que a loja só ficou sabendo da existência do Blur por minha causa!

Nesse mesmo ano eu conheci a Lilian, fã da banda que tinha publicado seu nome e endereço na revista Showbizz, que eu colecionava. Começamos a nos comunicar por carta, ela foi o meu Google do Blur. Nem sei por onde anda a garota hoje em dia, ela nem deve desconfiar da diferença que fez para mim. Eu fiquei por dentro de todas aquelas detalhes pessoais que os fãs bobos gostam tanto: nomes completos dos integrantes, datas de nascimento, estado civil, nomes dos pais e irmãos, filhos, toda a história do Damon x Justine, enfim...informações muito úteis! Rá! Mas o mais importante de tudo: na única vez em que me encontrei com a Lilian ao vivo, ela gravou duas fitas cassetes só com b-sides do Blur. Nem tenho palavras, né? Um b-side melhor que o outro! *-*

Algum tempo depois, em 2002, a garota aqui ainda não tinha acesso à internet. Tudo o que eu sabia sobre música era através da MTV e da Showbizz. E então vejo na MTV a bomba: o Graham saiu do Blur! Lembro de como fiquei chocada com a notícia. Lembro o quanto odiei o Marcos Mion e a Didi Wagner, por darem a notícia despreocupados, nem um pouco sentidos com a minha tristeza. Lembro a vergonha que passei ao chorar no ônibus a caminho da escola, e a colega que estava comigo se preocupar achando que alguém da minha família tivesse batido as botas. Hahahahahah, agora dá para rir com essa história, mas na época foi bem traumatizante.

Enfim...eu poderia passar horas e horas contando causos e causos da minha história com o Blur. Poderia falar da minha fixação em escrever o nome da banda nas paredes de todas as casas onde morei e nas carteiras das escolas...



...ou de como todos os meus amigos relacionavam a banda a mim e vice-versa, ou da chamada de novela mexicana que a minha irmã criou...



...enfim, muito já se passou. O Blur nem existe mais. Certamente essa última década não foi a melhor para se tornar fã da banda. Fora isso, a garota aqui cresceu, algumas opiniões mudaram, milhares de bandas apareceram e a fizeram/fazem feliz, mas o Blur sempre terá aquele cantinho só dele. Afinal, foram eles que definiram meu gosto musical, que me apresentaram todas as outras bandas que passei a admirar (influências/influenciados). Não dizem "os Beatles são os Beatles"? O Blur é o Blur, e ponto! Tudo isso é para dizer: Blur, parabéns pelos seus 10 anos fazendo parte da minha vida! Já está na puberdade! ^^

1 de dez de 2009

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Este blog está oficialmente abandonado.

7 de jun de 2009

Our House

Este é o assunto sobre o qual mais tenho vontade de escrever, mesmo que ele já tenha dado as caras no post anterior. Minha casinha nova, que mesmo sendo alugada e dividida com mais duas garotas, é o primeiro lugar desde que saí da casa da mamãe que considero uma quase “home sweet home”.

Esta é a quinta casa nos meus 4 anos e meio de Salvador, e é a quarta vez que divido as despesas com pessoas diferentes. Então porque só agora me sinto verdadeiramente em casa? Talvez eu esteja exagerando um pouco. O que eu considero “meu lar” é a casa onde minha mãe e irmã moram, um dos poucos lugares onde me sinto bem-vinda. Mas nem tem a ver com a “casa” em si. Já moramos em trocentas casas em Vitória da Conquista (vocês devem estar se perguntando o porque de tantas mudanças), então o que me faz sentir bem é estar na casa onde minha mãe está, me deixando impaciente com todas as suas reclamações. Haha. E onde minha irmã está, sendo muito mais pirracenta do que companheira. :p E tem algo nos móveis também...o conjunto do quarto da minha mãe, mesa e armário da cozinha, o sofá, o bibelô-cachorro da mesinha da sala. Mas ao mesmo tempo o cantinho que eu costumava ter está descaracterizado. A cama velha, os puxadores quebrados do guarda-roupa, a cômoda intrusa entrando em desarmonia com o resto dos móveis. Às vezes sinto que meu antigo quarto virou um quase-porão.

A minha nova casa é bastante vazia. Tudo o que tem na sala é um tapetinho no chão. A máquina de lavar que até hoje não consegui fazer funcionar é da proprietária da casa, e na cozinha a falta de uma geladeira faz muita comida ir para a lata de lixo. Acho que é justamente isso que me agrada em morar aqui. Explico.

Antes eu não morava na “minha casa”, mas sim na “casa dos outros”. Em todos os lugares onde morei já existiam habitantes, que só queriam uma companheira para diminuir as despesas. Passei anos sem ter nada além de roupas. Colchão, guarda-roupa, tudo era emprestado. O desespero para ter meu cantinho era tanto que quando recebi meu primeiro salário (já tendo um quarto só meu, depois de passar três anos divindo quarto) eu nem pensei duas vezes: comprei cama e guarda-roupa, tudo à vista. Depois um rádio, e então um criado-mudo, e imprimi posters para colar na parede, e comprei cortina, tapete e porta-cd’s. Mas ainda não era a minha casa. Eu tinha o meu cantinho, mas quando saía pela porta do quarto tudo mudava. Então quando a relação com as roommates piorou eu decidi que estava na hora de procurar um novo lugar.

Saí com a Rose, que conheço desde a 8ª série, procurando placas “Aluga-se”. A paixão foi instantânea ao encontrarmos a casa de onde estou escrevendo este post. Nova, ainda cheirando a tinta, arrumadinha, em frente a faculdade, o que mais poderíamos querer? O plano de morarmos só as duas não vingou pelo preço do aluguel e pela sobra de um quarto na casa. Ok, teríamos que procurar mais alguém para dividir as despesas, mas não importava. A casa era nossa!

Logo que a chuva deixou fiz minha mudança, mais feliz do que nunca. Cheguei na nova casa e ela estava completamente vazia. Arrumei meu quarto, comprei alguns untensílios para a cozinha, lavanderia e banheiro, e morei sozinha por duas semanas. E essas duas semanas foram as mais legais que eu tive em muito tempo. Tive a casa inteira só para mim, e foi quando eu constatei que nasci para morar sozinha. Enfim, após duas semanas minha nova roommate veio me fazer companhia, e em mais duas semanas conseguimos outra garota. E dessa vez minhas roommates não são as donas da casa. Nós três temos poucas coisas, estamos montando um lar aos poucos. Os quartos delas são bem mais vazios que o meu. Também não tem confusão na hora das tarefas domésticas, porque a casa é tão querida que sinto a vontade de vê-la sempre limpa e organizada. Engraçado como eu NUNCA tinha sentido isso antes. Minhas ex-roommates sempre reclamavam, e confesso que elas tinham razão, sobre minha falta de ajuda nos afazeres domésticos. Agora eu percebo que não era preguiça ou folga minha: eu só não queria arrumar e limpar uma casa que não fazia eu me sentir bem acomodada, uma casa que não era MINHA. E sendo MINHA casa, eu não me sinto obrigada a mudar daqui se houver desentendimentos com uma das duas garotas. Afinal, eu cheguei primeiro! Hah!

Tudo para dizer que depois de tanto tempo eu estou me sentindo bem, de verdade. E agora com Leslie IT me fazendo companhia...

só falta uma cervejinha gelada. Estou em abstinência de álcool. HOHOHO.
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31 de mai de 2009

Tudo novo de novo

*não, este post não tem nada a ver com a série da Globo.

Minha situação atual não poderia estar mais diferente (e melhor) do que a de dois meses atrás. Minha falta de sorte em relacionamentos pessoais fez com que eu precisasse mudar de casa de novo, e encontrar pessoas novas para dividir as despesas de novo. Por um acaso do destino (hoho), enquanto eu passeava por um shopping, reencontrei uma amiga minha lá da 8ª série que estuda aqui em SSA. E, olha só, ela também estava procurando um novo lugar para morar. A garota era uma das minhas amigas mais próximas no longínquo ano de 2000, nossa amizade não tem nenhum registro de desentendimentos. Ficamos de manter contato, e um mês depois me encontro em um novo bairro, muito mais bem localizado (não gasto mais com ônibus, a faculdade é do outro lado da rua), continuo tendo um quarto só meu, mas agora muito mais bonitinho, numa casa muito mais agradável, sem ratos nem baratas.

Para melhorar a situação, fiz a loucura necessária de comprar um computador. Estou com a conta zerada no banco, devendo um tanto de gente, mas cá estou eu, escrevendo este post diretamente do conforto do meu quarto, diretamente de um computador que, finalmente, posso chamar de MEU! Ou de Leslie...nome cogitado para a máquina, inspirado no querido-mor deste blog, que pela cara não gostou muito da minha escolha (aliás, ele acabou de lançar álbum novo, ótima opção para presente de aniversário, hein?) :


E aqui está Leslie no aperto do meu quarto, ainda sem uma mesinha só para ele e com caixas de som e cadeira emprestadas da vizinha (foto escura digna do meu mp5 made in Hong Kong):


E é isso aí! Agora sou gente! Como diz minha mãe, "vc se alimenta de internet". E, dessa vez, ela está quase que literalmente certa.
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3 de abr de 2009

Imagina, é JUST A FEST!

Atrasadíssima, como sempre. E Radiohead, sabe como é, né....TRILHÕES de blogs já escreveram sobre o show logo no dia seguinte ao grande acontecimento, então meu post só valerá para constar que SIM, EU TAMBÉM ESTAVA LÁ! \o/

Apenas cinco meses após o Planeta Terra, show que me fez gastar uma boa quantia de dinheiro com passagens de avião e ingressos para ver bandas tipo Kaiser Chiefs e REM (dinheiro muito bem empregado, diga-se de passagem), lá fui eu gastar mais dinheiro por causa de show. Situação mais precária dessa vez, então a passagem de ida foi de ônibus mesmo, o lugar escolhido foi o mais próximo desta querida Bahia de Todos os Santos (tanto em questão de distância quanto em semelhanças), os gastos foram mínimos e a volta foi de avião porque estava barato. Enfim, há duas semanas atrás, dia 20/03, nesse mesmo horário, eu e minha irmã estávamos lááá no final de uma longa fila em frente a Praça da Apoteose (ela mesma, ainda cheirando a Carnaval), já sem esperanças de conseguir um lugar na grade para o show em questão, o Just a Fest, line-up: Los Hermanos, Kraftwerk, e Radiohead! Estávamos lá, é óbvio, por causa do Radiohead. Nós e mais 98% do público. Os outros 2% estavam lá para apreciarem a volta dos chatos dos Los Hermanos, e umas duas pessoas sobreviviam na multidão pelo Kraftwerk.

Alguns amigos nossos de Vitória da Conquista chegaram ao local, e vendo nossa posição desencorajadora na fila, nos ofereceram uma tentadora maçã: furar a fila. Bem, é verdade que isso sempre foi contra meus princípios...mas o caso pedia que cometêssemos tal pecado. Primeiro, nossa posição na fila era de dar pena. Segundo, passamos um dia inteiro viajando dentro de um ônibus, merecíamos algo mais recompensador. E terceiro, lá na porta do local simplesmente não existia fila, e sim um bolo de gente preparado para lutar pelo seu lugar na grade. Pois bem, fomos para o meio do bolo. E ninguém nos olhou feio, é claro. Eles eram tão pecadores quanto nós.

Mas eu realmente não estava preparada para uma maratona, e sim para um show. Quando abriram os portões, a correria foi TANTA, mas TANTA, que muita gente caiu pelo caminho, foi pisoteado, puxou os outros pela camisa, quase deixando a pessoa sem roupa (foi o que minha própria irmã fez comigo, por exemplo), etc e tal. Então encontramos um segundo portão. O aperto era TANTO que quando abriram os portões, até agradeci por poder correr novamente. Então chegamos ao local de entregar o ingresso (ou teve um terceiro portão antes? não lembro), e aí eu já tinha me perdido de todas as pessoas que conhecia. Tudo bem, já me acostumei. O que me alegrava era saber que eu estava na frente de todas elas. Hohoho.
A última corrida foi a mais difícil. Eu estava lá, vendo a grade, e já nem tinha forças para correr. Pensem, eu atravessei a passarela do Carnaval do Rio de Janeiro correndo que nem uma desvairada! Parei no meio do caminho, ao lado da mesa de som. Respirei fundo, e pensei comigo mesma "vai, Ana Paula, só mais um pouquinho, olha a grade lá. Você não vai se arrepender!". Então corri, mas a grade já estava cheia. Blé. O que me restou foi a segunda fila, e nem era lá no meio, e sim logo de frente ao Jonny Greenwood. E com uma garota nanica na minha frente. Nada mal, nada mal.

Daí pra frente foi só cansaço. Apareceram os temidos homens da água, que começaram vendendo um copo de água (leiam bem, não era uma garrafa, era UM COPO) por três reais, depois de meia hora por quatro, e finalmente por cinco. Nem quis saber o preço da coca-cola. A Ingrid, minha conhecida de Conquista, me encontrou no meio da multidão e passou o show todo comigo, até conseguiu um lugar melhor que o meu.

A primeira banda, Os Irmãos, agradou um tanto de gente. Me senti um peixinho fora da água estando rodeada por várias pessoas gritando as letras das canções da banda. Gente, mas como me deu sono. MUITO sono. Senti que ia desabar a qualquer momento, principalmente nas canções cantadas pelo Amarante, vestido a rigor da moda "traficante colombiano", com aberturinha no peito peludo e tudo. Não desceu. Desculpa ae, até gosto de algumas coisas dos Los Hermanos, mas o show foi chato pra dedéu. Talvez porque priorizaram os dois últimos álbuns? Pode ser...mas é mais fácil que eu não tenha gostado porque eu não gosto mesmo. E pronto.

Já o Kraftwerk merecia flores, bombons, vinho tinto e jantar a luz de velas (sonhando com O Digno aqui...aiai). Não conhecia muito a banda, tinha baixado um álbum há poucas semanas atrás para não ficar no escuro, e tinha gostado (o álbum em questão era o Trans-Europe Express). Não fazia ideia de como era o show.
O queixo de todo mundo começou a cair quando os "instrumentos musicais" da banda entraram no palco. E depois quando a banda entrou, e as imagens do telão começaram a piscar e...gentem, o que era aquilo? Era digno, MUITO digno! As canções eram boas, o visual era tudo, acredito piamente que quase ninguém lá conhecia Kraftwerk, mas que todos foram dominados pela banda. Simples assim. Eu fui dominada. Fiquei tão feliz quando reconheci uma das músicas tocadas (Trans-Europe Express). Dancei e percebi que estava presenciando algo único, e que isso provavelmente não aconteceria de novo. Acho que o elemento surpresa foi essencial ali. Algumas pessoas dizem que os shows da banda são sempre iguais...pode ser, mas eu nunca tinha assistido nada do Kraftwerk na minha vida, então o impacto foi grande. E me fez correr atrás de todos os álbuns deles.

Foi um ótimo show para tirar fotos, como
podemos perceber...








Vai ser digno assim lá no Cabula!
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Por último, dãr. Radiohead entra no palco todo feliz e saltitante. Só não mais que o público. Gentem, Radiohead é Deus e o público daquele dia na Apoteose eram as ovelhinhas. Dá para entender perfeitamente a situação. Boatos de um possível show da banda no Brasil rolaram por anos e anos, e a fama crescia cada vez mais. Quando a possibilidade de tocar aqui já estava se firmando como lenda, apareceu o Just a Fest. Os ingressos não esgotaram (pelo menos não no Rio), mas 24 mil pessoas é um público mais que bom, não?
A banda é excelente ao vivo. A voz do Thom Yorke é a mesma coisa dos álbuns. Mesma coisa! Divina! O Ed já virou brasileiro, daqui a pouco muda o nome de "Ed O'Brien" para "Eduardo dos Santos Silva". O Colin ficou lá atrás, quase não o vi durante o show, mas sempre quando aparecia ele estava pulando e batendo palmas. O Phil eu só via quando levantava da bateria. Mas como estava chique o careca, de camisa social ROXA e gravata preta. Chiquérrimo! E o Jonny...completamente autista! Hahahahah! A mesma coisa de 10 anos atrás. Cabelo na cara e performances incríveis. Só não abria a boca.
Quanto ao set list...priorizaram o último álbum, In Rainbows, é claro. Gosto dele, mas ainda não o tenho fixado em meu acervo mental de músicas. A verdade é que sempre que eles tocavam alguma canção antiga a felicidade da plateia era instantânea. Assim foi com "Airbag", a primeira música da leva das antigas. Teve gente chorando e tudo. Depois "Karma Police", a culpada do maior coro da noite: "and for a minute there, I LOST MYSELF, I LOST MYSEEELF", gritada a exaustão por 24 mil pessoas. Verdade, esqueci de dizer que mal dava para ouvir a voz do Yorke. Ficar perto da grade tem seus prós e contras. Pró, ficar pertinho da banda, sem nenhum grandalhão atrapalhando sua visão. Contra, estar rodeada de fãs doentes que gritavam as letras das canções no seu ouvido. Tudo bem.
Outros grandes momentos: o Ed saudando a plateia com um português impecável, "Just", "Street Spirit", "Paranoid Android", "There There" e "You and Whose Army?" (mais pelas imagens do telão, que davam um close nos "belos olhos" do Thom, enquanto ele fazia expressões que divertiam o público) e descobrir que o Thom, mesmo falando pouco, é pura simpatia, dá atenção aos fãs durante o show, quase mandando beijinho (ou isso de fato aconteceu?).
Foram 25 canções, e quando acabou eu nem fiquei triste. Eu já estava cansada e satisfeita. Fiquei feliz por poder comprar um guaraná depois de tantas horas em pé sem comer nem beber nada, e também por atravessar a passarela do Carnaval andando tranquilamente, marchando com pessoas que também estavam cansadas, mas felizes. Assim acredito.


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Tentativa de sorriso, olha!
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O Jonny se escondendo
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Eduardo dos Santos Silva
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O Colin batendo palmas!
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19 de fev de 2009

We are ALL DEVO!

*Lembrar do Booji Boy no começo de "Jocko Homo"!


O Devo é uma banda alienígena proveniente do Planeta Akron, na Galáxia de Ohio, The United States. Ela surgiu em minha vida de forma calma e pacífica: há uns dois anos atrás, talvez menos, baixei um álbum para conhecer a banda. Baixei três álbuns, na verdade: o 1°, Q: Are We Not Men? A: We Are Devo!, que é daqueles que você ouve e se pergunta "Como RAIOS uma banda pode estrear tão bem assim!?"; o 2°, Duty Now For The Future, para o qual eu nem dei bola na época e me arrependo amargamente por isso; e o 3°, talvez o mais pop da banda, Freedom of Choice. Os dois que eu gostei sempre tocavam no meu player, mais como uma maneira de me fazer acreditar que eu podia ouvir coisas diferentes, bandas que não eram as minhas "queridinhas do momento". Resumindo, eu ouvia Devo para variar um pouco.

E então o tempo passou, e no meu aniversário de 22 anos eu recebi um presente de uma amiga, alguns cd's com músicas de bandas das quais ela gosta. Lá estava o Devo entre as bandas, com o seu Greatest Hits. Ainda demorou um pouco para eu ouvir esse álbum com mais atenção, para eu perceber que aquilo sim era um "Greatest Hits", pois todas as músicas eram fantásticas, sem exceção. Isso despertou minha curiosidade, então baixei outros dois álbuns da banda, e desenterrei o Duty Now For The Future, que hoje é um dos meus favoritos.

Com a minha ida a Petrópolis, em novembro, fui introduzida ao DVD do Devo, com clipes e comentários dos dois principais integrantes da banda, tchãnãnãnã, preparem os tambores: Mark Mothersbaugh e Gerald Casale! *-*
Do DVD para pesquisas no Google sobre a história da banda e seus integrantes foi um pulo. Em poucos dias eu já estava viciada nos cinco primeiros álbuns (são todos cláááássicos, em minha humilde opinião), já sabia quem era quem, até diferenciava o Bob1 do Bob2, e já me martirizava por ter perdido o show da banda no Brasil, que foi no primeiro Planeta Terra, em 2007. E os shows do Devo certamente são um caso a parte! Mesmo com os integrantes beirando os 60 anos, eles ainda tem a audácia de entrar no palco vestindo seus célebres macacões amarelos, pulam, macaqueiam, dão rodopios, e terminam o show vestindo apenas uma camiseta, joelheiras e um shortinho! Exemplificando:

Devo antes...

Devo depois...


E, claro, tanto o Mothersbaugh quanto o Casale já são sex symbols no meu mundo! O Mark com seu físico palito (de 30 anos atrás, é verdade), jeito introspectivo e óculos estilosos, e o Casale com seu físico, errm, bom (também de algumas décadas atrás, haha), jeito extrovertido e cara de safado! Ui!

Não tenho o que escrever sobre o Devo. Não vou dizer que é lindo e maravilhoso porque não seria o suficiente. Eu já me sinto íntima, parte da família. Só quem ouve, vê e saca qual é a intenção da banda é que pode entender o que sinto.
Eles são geniais, só isso!
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E super sexy, como toda banda estranha e genial deve ser! =D
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8 de fev de 2009

Luz e Escuridão

Quando fui assistir “Crepúsculo” no cinema, acompanhada de minha irmã e de algumas amigas dela, tudo o que eu sabia é o que o filme contava a história de uma humana apaixonada por um vampiro. E também sabia que o tal vampiro era interpretado pelo mesmo ator que fez o Cedrico em Harry Potter e o Cálice de Fogo. Ponto. Aceitei assistir ao filme, pois as outras opções não eram melhores (os cinemas do shopping de Vitória da Conquista são bastante limitados). E também porque, mesmo se o filme fosse ruim, meus olhos estariam apreciando a beleza do Robert Pattinson, e isso não me incomodaria. Hoho. Bem, não vou dizer que o filme é uma maravilha. Ele foi feito para não ser levado muito a sério. Para fazer de Robert o novo ídolo teen e faturar bastante nas bilheterias. Resumindo, “Crepúsculo” foi feito para entreter. Certo.

Não demorou muito para eu descobrir que o filme era baseado em um livro, um best-seller que provavelmente só eu nunca tinha ouvido falar, e que era só o primeiro de quatro filmes, pois existem quatro livros que contam a história de Bella Swan e de seu vampiro preferido, Edward Cullen. Como minha curiosidade não me deixa em paz, e como tenho todas as horas do meu dia disponíveis (pelo menos até eu ter que voltar para o Inferno, que é onde moro), consegui todos os livros da Stephenie Meyer pela internet e resolvi ler Crepúsculo. Se ele chamasse minha atenção (o que não é muito fácil, tendo que ler o livro pela tela do monitor), eu passaria para os próximos livros: Lua Nova, Eclipse e Amanhecer, nessa ordem. Isso foi na última segunda-feira, e hoje, domingo, acabei de ler o último livro da série. O que deve querer dizer que sim, chamou a minha atenção.

Não é a sétima maravilha do mundo: quando o assunto é leitura, eu sou bastante leiga. Li pouca coisa e sou extremamente pop no meu gosto por livros (Harry Potter que o diga). É claro, não tem nada de errado nisso. A Stephenie conseguiu criar uma história envolvente, um conto de fadas errático. Ainda usando o exemplo de HP, fantasia nunca me incomodou, muito pelo contrário. Adoro imaginar a existência de um outro mundo, mesmo que seja só nas páginas de um livro (ou na tela de um computador, nesse caso). E claro que a fórmula “fantasia + fuga da realidade + sensualidade + amor eterno” continua dando certo como nunca antes!

E também posso agradecer a Stephenie por ter ressuscitado meu gosto por leitura: li cinco livros em 2009, mais do que li no ano de 2008 inteiro. Pasmem.

Também estou descobrindo que gosto de séries em livros. Existe mais alguma que possa me interessar, por favor?!